Seus olhos, menina
São duas estrelinhas afoitas
Piscam, sensíveis à minha indiscrição
Acendem feito infantes curiosos
Seu nariz, mocinha
Inspira a Corte Francesa
Tintilinta de agudeza bem delineada
Um perfil de gesso em busto móvel
Ah! mas que os lábios rejeitam ainda as palavras difíceis...
Linhas imaturas, hão de inflar com o tempo, menina
Não te preocupes
Por hora, não lhes resta outro ofício senão sorrir
Vive a inconsciência de seus laços
Pois desde que não saibas desse zelo,
Da complexa matemática de seus passos
Desfilarás mais cem vezes seu desesforço
Alimentando de inocência esses versos
