quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Biscuit

Seus olhos, menina
São duas estrelinhas afoitas
Piscam, sensíveis à minha indiscrição
Acendem feito infantes curiosos

Seu nariz, mocinha
Inspira a Corte Francesa
Tintilinta de agudeza bem delineada
Um perfil de gesso em busto móvel

Ah! mas que os lábios rejeitam ainda as palavras difíceis...
Linhas imaturas, hão de inflar com o tempo, menina
Não te preocupes
Por hora, não lhes resta outro ofício senão sorrir

Vive a inconsciência de seus laços

Pois desde que não saibas desse zelo,
Da complexa matemática de seus passos
Desfilarás mais cem vezes seu desesforço
Alimentando de inocência esses versos