"...nem faço muita questão da matéria de meu canto ora em torno de ti, como um ramo de flores absurdas mandado por via postal ao inventor dos jardins"
Afasta o barco do paraíso
Afasta a estrada de eucaliptos
Afasta o barulho do mar
A lua suave do rio
O samba e o choro dos pássaros
São restos de areia fria nos meus pés
Nossos dias cremosos ficaram para trás
E eu estou de volta a Palae
Do outro lado do vidro
Do lado solitário do vidro
eu e o silêncio do poeta.
Por esse fio condutor que chamam de versos
correm os estímulos mais cardíacos
que me lembram de ti.
O desejo de mandar-lhe uma carta
trocando bonitezas,
contando desses dias,
suplicando poesia,
morre por aqui.
Somente em Palae tantas estrofes trocadas fazem sentido.
