sexta-feira, 29 de abril de 2011

Da resignação

Quisera eu
Que todo seu afeto
virasse fogo
Desejo impetuoso, fôlego incontrolável

Quisera eu
Que todos os seus afagos
virassem mordidas
cabelos puxados
mil beijos molhados

Quisera eu
Que cada carinho
invadisse sutilmente
o segredo
dos tecidos emaranhados
Descobrindo no calor da pele cada suspiro

Transcendência é apreender o mundo pela expansão dos sentidos

Ah mon chéri! Quisera eu!
Que nosso amor, tão infante
sublimasse em paixão