quinta-feira, 16 de junho de 2011

Do surto

A mente que mente
pertuba o corpo, corrompe o corpo
controla o corpo feito joguete.
Trabalhando no limiar da insanidade
Ela transa o corpo insolente.
A mente que sente,
transfere para o corpo seus males
Seus temores inconscientes
Seus desejos inconsequentes
Afoga o corpo em mares de obsessões
Escraviza a força por pequenas paixões
É a mente que quente,
ferve o sangue
que não dorme.
que não descansa
Que mantém por imposição,
o vício de ser o que é,
louca e impertinente.

A mente da gente,
é uma criança mimada
que não cansa de dar voltas
em um carrossel de palavras.