És todo o ar que se ausenta
Do topo às entranhas
que enfraquece as idéias,
que inventa lembranças,
que sepulta o bom senso e corta-te a garganta
És o impetuoso redemoinho dos mares
És o calor sem fim das amarras...
Reorienta-te então!
Engole seco teus discursos
tuas desculpas tão mal-vistas
Revela-te baixinho...
Pois os desertos que abrigam
vozes tão sentidas
Não passam de versos,
de mentiras descabidas
Verte em sal o sufoco dos afogados
E no turbilhão das indignações
Da fúria violenta, do brado, das inundações
Guarda-te o pouco fôlego que resta
Não há que torná-lo em palavras
Antes em suspiros...
De forma que desata
do peito o aperto e a mágoa
