Gim, gengibre, gergilim
Jaz sob esse solo versado
Velha juventude
Jovem apaixonado
Flores de jasmim
Gentileza afirmar a majestade do conjunto
Quando a paisagem que emerge já não lhe contenta
Rejeita o beijo que a musa ofereceu
Percebe o jazigo que surge clamando seu nome
Jacobino da revolução diária, colecionador de sementes de girassol
Ergue agora o cajado à margem do rio! Aponta o caminho do desjuízo!
Um jardim cultivado em terra de gemidos
Vigia incessante, sujeita-se ao martírio
Extrai da alma calejada
O grito que almeja justiça
Do poeta que em desejos dissolvido
Algemado ao juntar de dentes
Vira juíz e réu
Desse jogo de palavras
Cingido entre gim, gengibre e gergilim.
