Meu amor,
Com suas verdades e mentiras
acalme minha alma inconstante.
Saibas bem, que ela morre e renasce em suas palavras.
Dissipe a loucura que embaça meus olhos todas a noites,
pois são antes nelas que somos o que somos...
Arrebate, sereno e firme
meus impulsos e soluços mais resistentes
São eles nada mais do que a saudade renitente de ti
Vele meus sonhos com abraços dos mais sublimes
E com seus beijos, desate o furioso nó que sufoca minha garganta.
Acalente, com esmero, a tempestade que se faz em meu peito
Pois és tu, meu amor, dentre qualquer outro nesse mundo
causa e cura dos meus males.
Com afinco, portanto, proteja-me de ti
Suspirando a paz em meus ouvidos
De novo, e de novo, e de novo...
